segunda-feira, 30 de Novembro de 2009

PALAVRAS EMPRESTADAS 58


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"The worst part of being old is remembering when you was young."
Uma História Simples (David Lynch)
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"When my kids were real little I used to play a game with them. I'd give each one of them a stick, one for each one and then I'd say 'You break that'. Of course they could, real easy. Then I'd say 'Tie those sticks in a bundle and try to break that.' Of course they couldn't. Then I'd say 'That bundle, that's family'."
Uma História Simples (David Lynch)
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"There's no one knows your life better than a brother that's near your age. He knows who you are and what you are better than anyone on earth. A brother is a brother."
Uma História Simples (David Lynch)

domingo, 29 de Novembro de 2009

Macro Secrets 19

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There's a limit to persistence ...

It's called stuborness ...

sábado, 28 de Novembro de 2009

MAGIC MOMENTS 89

Dazzling Duets - Duet #30 - George & Queen
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sexta-feira, 27 de Novembro de 2009

EM BUSCA DE PALAVRAS 89

Aviso: Este post é de leitura interdita a menores de 18 anos e a pessoas sem o mínimo de bom senso ou senso de humor na tola
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Truques de Sniper
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Se algum dia se vir no meio duma guerra e com uma carabina de franco-atirador nas mãos (nos tempos que correm, nunca diga desta água não beberei), é sempre bom saber estes truques:
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* Quer um fato de camuflagem prático e versátil?
Então não cosa nem cole os pedaços de pano, mas ate-os para que os possa remover e pintar de outra cor, caso mude de ambiente
* Quer uma camuflagem de rosto indetectável?
Então pinte as partes salientes (queixo, nariz, sobrancelhas e testa) de cor escura e as partes côncavas (olhos, zona em volta do nariz, centro do queixo) de cor clara, de forma a enganar o olho
* Quer uma carabina sempre em óptimas condições de tiro?
Então não dispare mais do que 2 tiros seguidos com a mesma carabina, pois o cano vai aquecer e alterar a trajectória da bala
* Quer acertar sempre no seu alvo?
Então nunca deixe a carabina repousar sobre superfícies duras. Duro-Duro nunca resulta, porque a carabina ressalta. Duro-Mole é o truque. Assim, se tiver que apoiar a carabina numa árvore ou muro, coloque a sua mão ou um casaco entre ela e a superfície de contacto e se tiver que a apoiar no seu corpo, faça-o sempre sobre músculo e nunca sobre osso.
* Quer saber a velocidade do vento e não tem como medir?
Então use estes truques:
- se sentir o vento na cara, significa que ele está a correr a 4-8 km/hora
- se as folhas das árvores se moverem continuamente, o vento está a 5-12 km/hora
- se o papel solto se mover, o vento está a 12-19 km/hora
- se as pequenas árvores abanarem, o vento está a 19-24 km/hora
- se houver espuma branca na água, o vento está a 27 km/horas
- a partir dos 27-32 km/hora já não deve sequer atirar, porque é demasiado forte
* Quer saber uma distância e não tem como medir?
- Para grandes distâncias use as medidas dum campo de futebol (entre 90 e 120 metros) e compare
- Para distâncias curtas, estenda o braço à sua frente e estique o polegar: a largura do seu polegar é igual à passada de um homem ou 76 centímetros a 45 metros; logo, se um homem estiver onde está o seu polegar e se tiver que dar um passo para percorrer a sua largura, isso significa que está a 45 metros, se andar 2 paços, estará a 90 metros e por aí fora
* Quer usar a meteorologia a seu favor?
Saiba que o tempo nublado favorece a camuflagem
* Quer um tiro perfeito?
Quanto mais próximo do chão estiver, melhor será a sua base de equilíbrio
* Quais são as melhores horas do dia para atirar?
- De manhã: porque o inimigo está distraído a conversar, comer e brincar
- Final da tarde: porque o inimigo está cansado
* Quer disparar do interior dum edifício?
Então não se esqueça de abrir todas as janelas, e não apenas a que estiver a usar, ou .... duhhhhh topam-no logo
* Quer atravessar uma clareira sem ser detectado ou atingido?
Então escolha o local mais estreito e mais baixo possível
* Reparou que falta o topo duma árvore na paisagem?
Então isso pode significar muito provavelmente que existe um sniper algures nas imediações a usá-lo como camuflagem
* Quer certificar-se que imobiliza totalmente o inimigo?
Então aponte para um destes 2 sítios e é garantido:
- Medula oblongata ou, no calão dos snipers, "Pêssego", a base do crâneo - um tiro nessa zona imobiliza imediatamente a vítima, que nem sequer consegue carregar no gatilho para responder
- No "T" formado pela área dos olhos e a boca, pois a bala vai directamente para a medula

quinta-feira, 26 de Novembro de 2009

MURMÚRIOS DO PARAÍSO IV

Os Pescadores
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"Se queres aprender a rezar, vai para o mar."
Provérbio
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Os pescadores são homens rudes, tisnados e crispados do sol, eternamente morenos. Levantam-se de madrugada e por vezes saem para o mar para só regressarem no dia seguinte.
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São homens que conhecem os humores marítimos de cor e salteado. A praia é deles. São os seus donos e guardiões e por isso se passeiam nela com propriedade intrínseca.
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Enfrentam as ondas revoltas apenas com um barco feito de madeira e um motor. No passado o motor eram os remos e os braços. Agora, pelo menos, o motor é mecânico e impele o barco e os seus ocupantes sem que estes tenham já de transpirar. Os mais velhos olham os mais novos com fascínio, nunca desdém, e pensam como no seu tempo era tudo tão mais difícil. Lá está, como prova, o último barco de madeira usado na pesca do Paraíso, monumento simples e singelo, à entrada da vila, discreto, rodeado de pedras brancas dispostas em onda.
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As mulheres já não esperam na praia, vestidas de negro e azul escuro, nem se lamentam presas aos próprios cabelos, escorrendo lágrimas de sal, de ansiedade e de mar. Os barcos já não correm o risco de ser totalmente destruídos pelas ondas quando regressam ao areal nas marés vivas.
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Mas a autora destas linhas ainda se lembra, pequena, de assistir à luta heróica dos pescadores no regresso a terra firme, quando os barcos pareciam rolhas de cortiça levantadas pela espuma violenta e a multidão de veraneantes se aglomerava na praia para assistir ao espectáculo para uns, vida madrasta para outros.
Os pescadores vestem calças arregaçadas até ao joelho e enterram os pés calejados nas tábuas húmidas da madeira, na areia molhada e fria. Envergam camisas aos quadrados azuis, encarnados, verdes e pretos e bonés na cabeça.
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Os pescadores lançam as redes ao mar e esperam pelas sardinhas, as tainhas, os robalos, os carapaus, as pescadas que depois irão vender na lota do mercado. A autora também se lembra de ir com a avó à praça, carregando o seu cestinho de verga onde a avó lhe colocava cachos de uvas para que ela ficasse contente por se fazer de dona-de-casa fingida por uma manhã, e recorda os pescadores com os seus baldes cheios de água e peixe fresco, o cheiro das escamas a encher-lhe as narinas, o brilho prateado dos linguados a pularem nos alguidares e nas balanças antigas de ferro e madeira.
Os pescadores escondem-se em barracas à beira-mar e sentam-se cá fora a fumar, a beber, a assar sardinhas e a galar as turistas.
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Os pescadores têm Fé e acreditam na Nossa Senhora das Dores, que os protege dos maus humores do mar. Muitos não sabem sequer nadar. Enfeitam os barcos com bandeirolas multicoloridas e saem para o mar a saudar a Senhora com as sirenes que lançam lamentos estridentes no ar.
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Os pescadores rezam e blasfemam e maldizem a sua sorte. Os pescadores d' O Paraíso são muito provavelmente como todos os outros pescadores de todos os outros Paraísos deste mundo mas, se perguntarem à autora destas linhas em quem pensa quando ouve a palavra "pescador", é certamente naqueles e não noutros quaisquer.
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quarta-feira, 25 de Novembro de 2009

PALAVRAS ESTÚPIDAS 82

Como Pão
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"Não sou capaz de deitar um livro fora. Para mim, um livro é como o pão."
António Lobo Antunes
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A primeira coisa que a minha mãe faz quando se depara com um livro novo nas mãos, é cheirá-lo. Abre-o numa página ao acaso e mergulha o nariz lá dentro, regressando à superfície momentos depois com um sorriso satisfeito e a frase "Adoro o cheiro de um livro novo."
Acho que é daí que provém a minha paixão por livros. Quando era miúda este acto materno deve ter-se entranhado inconscientemente de tal forma em mim, que procuro livros como quem procura pão quente acabado de sair do forno, estaladiço e a fazer crescer água na boca.
Cedo aprendi a devorá-los, tal e qual pão. Cedo aprendi a mexer-lhes, a revirar-lhes páginas novas e estaladiças ou velhas e crispadas. É bom começar por devorar livros, embora não muito produtivo. Não faz mal. Com o tempo e a experiência, com a maturidade, vai-se aprendendo a saboreá-los e degustá-los como as iguarias ou licores que na realidade são (os que assim merecem esse epíteto, bem visto). Mas é importante começar por devorar, sem olhar à qualidade, apenas à quantidade e ao desejo, como um animal faminto. Porque dessa forma o nosso cérebro aprende a precisar deles incondicionalmente, e eles permanecem pela vida fora connosco, saceando-nos de formas distintas, fazendo-nos companhia, ensinando-nos mundos de coisas diferentes, despertando em nós uma panóplia de emoções.
Será talvez por este motivo que sou incapaz de não acabar um livro que comecei (é raríssimo acontecer), mesmo que não esteja a gostar nada dele e que o resto da leitura acabe por constituir algo próximo de um martírio (As Vinhas da Ira e o Conde de Monte Cristo continuam atravessados na minha garganta ...) e que sou de igual forma incapaz de deitar um livro fora. Só mesmo com uma pistola apontada à cabeça. Deitar um livro fora?!!!!?? Não concebo. Impossível. Impensável. Inconcebível. Hecatombe. Surreal. Anti-natura. Fico nervosa só de pensar nisso, com tremores, com suores frios. Porque, mais ainda do que o pão, os livros são o alimento da minha essência, daquilo que sou, do que me tornei, do que serei.
Admito que haja quem o faça e não sinta quaisquer remorsos. Conheço até quem os use para efeitos decorativos (!!!!!!!!!!!! conheci em tempos uma senhora (uma pindérica) que usava livros ocos - só as lombadas - para encher as estantes da sua casa very fashion - lord almighty have pity on her soul!!!!!!).
Tudo bem. Há gente para tudo.
Agora, os meus livros são pães, senhores, que alimentam a minha alma. E sempre ouvi dizer que deitar pão fora é pecado.

terça-feira, 24 de Novembro de 2009

AS TRIBOS DE ANDRÓMEDA

Aymara
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"O homem não pode fazer nada com o dinheiro, porque o dinheiro não se pode cultivar nem comer." Provérbio Aymara
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Os Aymara são um povo antigo com uma história complexa e ainda algo deconhecida. São um povo rico em mitologia, conhecimento e espiritualidade. Foram os membros de uma grande cultura das Américas pouco conhecida, centralizada na antiga cidade de Tiahuanaco. Entre 400 e 1000 d.C. Tiahuanaco era a capital de um império que cobria grandes territórios da zona central e sul dos Andes. A cultura Andina indígena contrasta fortemente com a de outras áreas da América do Sul. Para obter um desenvolvimento óptimo, a economia Andina requeria um solo rico, o adequado abastecimento de água e a ausência de florestas ou ervas enraizadas profundamente, difíceis de erradicar. Assim, faziam colheitas adequadas ao clima dos Andes. Estas características gerais foram encontradas nos vales costeiros e grandes bacias dos Andes centrais. Cada bacia e cada vale costeiro podem ser considerados como unidades culturais distintas. Cada um destes estados regionais era geograficamente isolado pela distância e pelas montanhas. Antes da conquista pelos Incas, os Aymara dividiram-se numa série de estados independentes concentrados no Altiplano do que hoje em dia é o Perú e a Bolívia. Consistiam em 12 reinos separados, colectivamente referidos como Collas. Foi explorando estas divisões que os Incas conseguiram penetrar no norte do Altiplano e eventualmente estender a sua soberania ao território Aymara no final do século XV. A comunidade índia Aymara foi grandemente transformada durante a era Colonial Espanhola, como resultado de transformações na terra e nas leis do trabalho. Como resultado das reformas sociais, políticas e económicas que se seguiram durante a Revolução Boliviana de 1952, os Aymara tornaram-se cada vez mais integrados na sociedade boliviana regional e nacional. O império Tiahuanaco desapareceu há 1000 anos mas os seus descendentes ainda cultivam a mesma terra e adoram os mesmos espíritos da terra e do céu. Os Aymara são um poco colonizado e adaptaram muitos dos seus comportamentos culturais e sociais à realidade actual. E é por isso que podem ser intitulados Povos Antigos/Modernos dos Andes.
Para os Aymara, os espíritos habitam não o céu mas as montanhas circundantes, os rios, os lagos e por aí fora, ou antes, esses locais sagrados são espíritos personificados. Os intermediários entre as esferas natural e sobrenatural são diversos tipos de mágicos como os yatiri (diviner) e laiqa e paqu (praticantes de magia negra ou branca). O objectivo das suas actividades é o equilíbrio entre os fenómenos naturais e sobrenaturais. A magia é usada na corte, nos nascimentos, para curar doenças, nos rituais de cultivo e colheita e em ritos de controlo das condições meteorológicas. São realizados ritos de passagem para os mortos, onde os alimentos e as bebidas desempenham papéis importantes. Esta série de rituais (de 3 a 10 anos) inclui o velório, o funeral, ano de luto e festas de Todos os Santos. Acredita-se que desta forma as almas dos defuntos regressam à terra, onde devem ser tratadas de forma apropriada, ou seja, alimentadas, de forma a não se vingarem. São também colocadas roupas junto do defunto, para a sua difícil viagem pelas terras altas, onde os espíritos se encontram.
Recentes estudos sobre os Ayamara revelaram que possuem um conceito de tempo totalmente oposto ao de todas as culturas estudadas até à actualidade: o passado está diante deles e o futuro para trás, um conceito muitíssimo curioso.